Do grego psyké, alma e phoné, som, voz de acordo coma Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espírito se comunica através da voz de um médium.

A Doutrina Espírita identifica duas classes principais da psicofonia
A consciente: quando o médium afirma ter recebido mentalmente ou escutado uma fala proveniente de um espírito que desejava se comunicar, tendo-se reproduzido com seu aparelho fonador
A inconsciente ou sonambúlica quando o médium afirma não saber o que disse, fazendo entender, neste caso, que o espírito comunicante ter-se-ia utilizado diretamente de seu aparelho fonador, por estar ele, médium, inconsciente.

Como se verifica em toda classificação espírita, esta deve ser entendida como didática, sabendo-se haver uma diversidade de nuances entre uma e outra classe. Allan Kardec, em o livro dos Médiuns chama os médiuns psicofônicos inconscientes de médiuns falantes.

A psicofonia está presente na grande maioria dos médiuns sendo identificada em 80% dos casos. Informalmente é denominada de mediunidade de “Incorporação”

Essa denominação foi adotada devido à impressão provocada pelo comportamento dos médiuns quando em transe mediúnico de psicofonia;

Como muitas vezes o Espírito comunicante assume sua personalidade por fala e gestos, se tem a impressão que o Espírito comunicante “entrou” no corpo do médium, e por isso, surgiu naturalmente o termo incorporação;

Sua ocorrência se dá através da exteriorização do períspirito do médium. Permite que o Espírito comunicante tenha acesso (via períspirito) aos centros nervosos de controle de algumas funções orgânicas do médium, tais como: a fala, o movimento de membros e outros mecanismo motores do corpo. Conforme o grau de exteriorização do períspirito, ocorrerá o maior ou menos controle dos centros nervosos do corpo do médium.

CONSCIENTE

Ocorre em 50% dos casos;
Médium tem consciência do que será dito antes de falar Após o transe, o médium recorda tudo o que disse Há fraca exteriorização do perispírito -

SEMI-CONSCIENTE
Ocorre em 28% dos casos
Médium tem consciência do que será dito durante a fala Após o transe, o médium recorda parte do que disse Há exteriorização parcial do perispírito 

SEMI-CONSCIENTE
Ocorre em 2% dos casos
Médium não tem consciência do que ocorre Após o transe, o médium raramente recorda de algo que disse ou fez Há grande exteriorização do perispírito O espírito comunicante atua diretamente sobre os centros nervosos de controle do corpo do médium.